Canção do exílio
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá
.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite–
Mais prazer eu encontro lá;
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite–
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que eu volte para lá;
Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Comentário: A temática do poema é característica
da primeira fase do romantismo brasileiro, a saudade da terra natal faz uma
alusão à pátria distante. Há uma
mistura de nostalgia e nacionalismo. A estrutura do texto é feita a partir do
contraste entre a paisagem europeia e a terra natal. O autor exalta os valores
que nao encontrou no local de exílio
Adoro esse poema essa exemplifica nele todas as caracteristicas do romantismo simlesmente perfeito!!
ResponderExcluirEssa canção/poema é linda!! Deve muito ser explorada e discutida!!
ResponderExcluirPoema maravilhoso, estou cheia de lagrimas neste momento!
ResponderExcluirJá visitei......
ResponderExcluirGenerosa Souto